Fusão entre Arezzo e Soma pode ter inspiração na governança de gigante francesa do luxo, diz especialista

Entre as marcas envolvidas na operação estão Hering, Maria Filó, Vans, Animale, Farm e Reserva

Como desfecho de conversas que se arrastaram por mais de dois anos, Arezzo &Co e Grupo Soma fecharam o maior negócio do mercado de moda brasileiro, formando uma gigante com mais de 20 marcas e faturamento combinado de R$ 12 bilhões.

Em valor de mercado das empresas, esta é a maior operação de Fusões e Aquisições (F&A) dos últimos 13 anos, desde a união de Droga Raia e Drogasil, em agosto de 2011.

Para Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Societário, a fusão dos dois grupos visa fortalecer a posição de mercado das companhias. “Fusões nesse contexto podem buscar sinergias operacionais, diversificação de portfólio e ampliação de mercado para garantir uma posição mais robusta no setor varejista, que é altamente competitivo e suscetível a flutuações econômicas”, explicou.

Esse processo de conglomerados do mundo fashion é bastante comum. A holding francesa LVMH, dona de marcas como Louis Vuitton e Givenchy, tem valor de mercado hoje avaliado em R$ 2,1 trilhões. E esse tipo de governança pode servir de inspiração para o novo grupo brasileiro. “Empresas que passam por fusões muitas vezes optam por um modelo de holding para a gestão unificada das marcas e operações. Esse modelo permite uma governança centralizada, mantendo certa independência das marcas e unidades de negócio. LVMH e Kering, no setor de luxo, administram diversas marcas mantendo a identidade e a autonomia de cada uma. O modelo específico a ser seguido por Arezzo e Grupo Soma dependerá das estratégias de negócios e dos objetivos de longo prazo da nova entidade”, diz o especialista.

A fusão, na teoria, pode trazer ganhos ao consumidor no sentido de levar eficiência operacionais que, no final da cadeia, trariam manutenção ou até redução de preços nos produtos. Mas isso não é garantido. “A dinâmica de mercado, a estratégia de posicionamento das marcas e os custos associados às operações e ao licenciamento de novas marcas como a Vans também influenciarão as decisões de precificação”, avalia Canutto.

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