Altenburg, marca centenária, apresenta ao mercado seu projeto de franquias

Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), cerca de 13 marcas de franquias brasileiras são centenárias ou estão próximas dos 100 anos

Com uma história que já ultrapassa quatro gerações, a Altenburg, fabricante de peças para cama, banho e decoração, estreia em maio uma nova fase na sua trajetória apresentando ao mercado um audacioso projeto de franquias. A primeira franquia será inaugurada no dia 8 de maio, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, um grande polo de tecnologia.

Em 103 anos de história, a Altenburg tinha apenas como foco as lojas próprias, multimarcas e seu canal de e-commerce. A primeira monomarca foi lançada em 1969, mas apenas em 2008 esse movimento ganhou corpo. Das 15 unidades, 10 estão no sul e 5 em São Paulo. A empresa catarinense faturou R$670 milhões em 2023 e prevê crescimento em torno de 20% em 2024. A expectativa é chegar em 2027 com receita acima de R$1,2 bilhão.

Para implementar as franquias, a companhia adotou o modelo de crescimento espiral, começando com lojas próximas de onde está sediada. “Com as franquias, achamos que é o momento de atacar novas áreas, ir além do sul, e entrar no sudeste, centro-oeste”, pontua o Presidente Tiago Altenburg, que assumiu a presidência da marca catarinense em janeiro, sucedendo seu pai que esteve à frente da empresa por 54 anos.

O projeto é um sonho antigo e nos últimos três anos vem sendo estruturado sob a coordenação de Fabrício Juvêncio, Gerente de Varejo da Altenburg. “Foram diversos estudos para chegarmos ao modelo que se adeque ao perfil de produto, demanda de mercado e potencial de crescimento. As franquias terão projeto arquitetônico exclusivo, mix de produtos que dialogam com os lançamentos da marca”, explica Juvêncio.

O modelo foi pensado para ocupar espaços com áreas entre 85 e 120 metros quadrados. A depender do lugar escolhido, os investimentos devem circular por uma faixa de R$450.000 a R$800.000, considerando a taxa de franquia de R$50.000.

Fabrício explica que o movimento dentro da Altenburg é salutar e que a empresa cumpriu ritos de mercado, como a estruturação de seu projeto de lojas monomarca. “Com a consolidação deste canal, a crescente demanda de mercado neste segmento e a história sólida e resiliente de uma marca centenária endossam o nascimento de uma franquia já madura”, ressalta. O gerente de varejo da centenária Altenburg destaca ainda que o franchising é hoje um setor maduro no mundo todo. “No Brasil, ele se expandiu nos últimos 30 anos e vive um processo de consolidação”.  Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o faturamento das franquias no Brasil atingiu R$ 240,6 bilhões em 2023, um crescimento nominal de 13,8% em relação a 2022. Em comparação a 2019, na pré-pandemia, o aumento foi de 28,9%. O levantamento mostra ainda que o número de redes cresceu 7,6% em relação a 2022; e o número de empregos diretos gerados atingiu 1,7 milhão, um aumento de 7,1% em comparação ao ano anterior. Já o número de operações de franquias totalizou 195,8 mil, 7,8% superior a 2022.

Entre as 3.311 redes de franquias do país, cerca de 13 são centenárias ou estão próximas dos 100 anos, segundo dados da ABF. “A franquia se mostra um modelo ideal de expansão, pois mantém a força da marca e garante crescimento com investimentos compartilhados. Nossa franquia se apresenta para o investidor como uma grande oportunidade de crescimento sustentável em um segmento exposto a pouca sazonalidade e uma parceria com uma marca com grande capacidade de adaptação às mudanças que a sociedade passa, haja visto sua perpetuidade ao longo de 103 anos”,  explica Fabricio Juvêncio.

Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), a presença de empresas centenárias no segmento ainda é pequena e tem ganhado fôlego com a chegada das novas gerações ao comando. “O franchising garante a flexibilidade de oferta de vários formatos sem perder a essência do negócio, sendo  uma importante opção para a marca ganhar capilaridade”, argumenta Tiago Altenburg. “Essa também é uma estratégia positiva para que estejamos cada vez mais próximos dos consumidores finais”, reforça.

As projeções da Associação Brasileira de Franchising para o setor este ano são de um faturamento 10% maior, de expansão das operações em 5,5%; das redes, em 5%; e uma alta de 5,5% no número de empregos diretos gerados. 

Expansão das franquias Altenburg

Até o fim do ano, a previsão é que três unidades estejam em funcionamento. No médio prazo, a empresa trabalha com a abertura de cerca de 150 franquias, volume que tem o potencial para contribuir com 30% do faturamento de todo o negócio – o percentual das iniciativas monomarcas está em 12% atualmente. “A estratégia principal da empresa vai continuar sendo multimarca, mas as franquias e as lojas próprias servem para agregar mais valor ao negócio”, explica Tiago Altenburg.

O gerente de marcas da Altenburg, Otavio Arruda, destaca ainda que a empresa também dará ao franqueado suporte com novos investimentos em marca. “Estamos ampliando nossos investimentos em marketing e, em especial, em branding, com aporte de mais de 100 milhões de reais até 2027, integrando uma estratégia corporativa que visa incluir a Altenburg no rol de empresas catarinenses bilionárias nos próximos três anos”, explicou.

Primeiro franqueado tem experiência na ‘casa’

O primeiro franqueado da Altenburg tem história com a Altenburg. Thiago Papp até 2021 integrava o grupo de colaboradores. Desde então vem empreendendo em diversos segmentos. Em meados do ano passado, foi procurado para conhecer o projeto de franquias da marca. “Quando o Tiago Altenburg me procurou fiquei lisonjeado, por conhecer a empresa, tradição, relevância e potencial”, celebra o empresário.

Quando questionado do porquê escolher a Altenburg, Papp é categórico: “três fatores primordiais como qualidade de produto, tradição e credibilidade e a tecnologia e investimento no bem-estar do consumidor”, explica. Thiago Papp reforça que a cidade para estreia do projeto de franquias também foi estratégica. “Jaraguá do Sul tem um déficit no segmento de cameba, principalmente quando analisamos um tíquete com valor agregado. Existe uma demanda de mercado reprimida e que busca em cidades-polos produtos. Agora seremos referência e o objetivo é crescer cada vez mais”, conclui.

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