Panorama Setorial aponta crescimento de visitantes, faturamento e novos projetos em parques temáticos, aquáticos e atrações turísticas em todo o país
O setor de parques e atrações turísticas voltou a registrar crescimento no Brasil em 2025, segundo a quarta edição do Panorama Setorial – Parques, Atrações Turísticas e Entretenimento no Brasil. O estudo, que mapeou 869 empreendimentos do setor entre parques temáticos, aquáticos, naturais, atrações turísticas e centros de entretenimento familiar (FECs), aponta que o segmento soma R$ 11,5 bilhões em investimentos programados, sendo R$ 7,1 bilhões destinados a novos projetos.
Idealizado pelo Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat) e pela Associação Brasileira de Parques e Atrações (Adibra), com produção da Noctua, o levantamento mostra que os parques e atrações brasileiros receberam 143 milhões de visitantes em 2025, alta de 4,8% em relação ao ano anterior. O faturamento do setor atingiu R$ 9,5 bilhões, crescimento de 12,8% na comparação com 2024.
“Os números do Panorama mostram um setor que continua crescendo, investindo e acreditando no potencial do turismo brasileiro, mesmo em um ambiente econômico bastante desafiador, com juros elevados, aumento de custos e pressão sobre o consumo das famílias”, afirma Pablo Morbis, presidente do Conselho do Sindepat. “Ainda assim, seguimos vendo novos projetos saindo do papel e empreendedores apostando no desenvolvimento de destinos turísticos em todo o País. Quando um parque ou atração investe, o impacto vai muito além do entretenimento. Estamos falando de geração de empregos, qualificação profissional, distribuição de renda e fortalecimento da cadeia do turismo como um todo. Em muitos destinos, o turismo é a principal atividade econômica, e os parques têm papel relevante nessa transformação”, completa.
O estudo também mostra que o setor responde atualmente por 202 mil empregos diretos, indiretos e terceirizados, número 6% superior ao registrado em 2024. “Do total de respondentes do estudo, 263 participaram do relatório nos últimos dois anos. Ao comparar os dados de empregos desses parques, observa-se um aumento de 6% no número de empregos diretos”, explica Pedro Cypriano, CEO da Noctua, responsável pela condução do estudo.
Segundo ele, embora a rotatividade de profissionais no setor de parques seja elevada, o índice ainda está abaixo da média nacional. “Esse é um gargalo dos parques e atrações, mas também de outras indústrias, uma vez que a reposição de um funcionário pode custar entre 50% e 200% do salário anual, considerando recrutamento, treinamento e perda de produtividade”, complementa.
Novos projetos movimentam investimentos bilionários
O Panorama Setorial identificou 70 novos projetos em desenvolvimento, que somam R$ 7,1 bilhões em investimentos. Considerando também os reinvestimentos previstos em parques e atrações já instalados, o montante chega a R$ 11,5 bilhões.
“Os reinvestimentos são constantes na nossa atividade econômica. Eles vão muito além da manutenção e da segurança, essenciais em nosso setor”, afirma Paulo Kenzo, presidente da Adibra. “É parte da nossa rotina buscar novas atrações e melhorias na experiência do visitante. Nosso setor tem a inovação e a criatividade em seu DNA”, completa.
Em relação à edição anterior do levantamento, foram identificados 30 novos projetos. Entre os empreendimentos previstos, há maior concentração em parques aquáticos (28,6%) e parques temáticos e de diversão (24,3%), segmentos que juntos representam mais da metade dos investimentos programados.
Os investimentos estão concentrados principalmente nas regiões Sul (43,9%) e Sudeste (35,1%), mas há projetos distribuídos em todas as regiões do país, abrangendo 17 estados e 41 cidades.
Segundo o estudo, 31% dos novos projetos têm inauguração prevista ainda para este ano e 47% contam com modelos de timeshare ou multipropriedade como impulsionadores dos investimentos. Em relação às fontes de financiamento, 77% dos projetos possuem funding já equacionado, predominantemente por meio de capital próprio.

