Dados do Painel Econômico do Amazonas indicam fortalecimento simultâneo da indústria, dos serviços e da logística, reposicionando o estado em um novo patamar de dinamismo econômico
A economia do Amazonas encerrou 2025 com sinais claros de fortalecimento estrutural, impulsionada pela consolidação de novos vetores positivos de crescimento. O diagnóstico consta do Painel Econômico do Amazonas (PEA), levantamento mensal divulgado em 6 de janeiro pelo Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), que aponta um ambiente mais favorável para a indústria, os serviços e a logística, com reflexos diretos na atividade econômica regional e perspectivas positivas para 2026.
Enquanto parte do país ainda busca tração, os dados mostram que o Amazonas acelera seu ritmo de crescimento, com uma indústria mais ativa, serviços em expansão e cadeias logísticas fortalecidas. O movimento conjunto desses setores indica avanço na produção industrial, na circulação de cargas e no aumento da confiança empresarial no estado.
De acordo com o PEA, a produção industrial apresenta retomada consistente em setores estratégicos ligados a bens de maior valor agregado, como eletroeletrônicos, informática, químico e termoplástico. Esse desempenho reforça a percepção de que o Polo Industrial de Manaus (PIM) vem operando em nível elevado de atividade, sustentado pela demanda interna, pela reorganização das cadeias produtivas e por ganhos de eficiência operacional. O crescimento, portanto, não ocorre apenas em volume, mas também em complexidade produtiva.
Outro ponto de destaque do levantamento é o fortalecimento da logística, evidenciado pelo aumento da circulação de insumos e mercadorias. A maior movimentação de cargas indica cadeias produtivas mais ativas e bem abastecidas, reforçando o papel estratégico do Amazonas como hub industrial e logístico, mesmo em um cenário nacional ainda heterogêneo. Mais carga em circulação significa mais produção, mais serviços associados e maior atividade econômica.
O setor de serviços também segue em trajetória de expansão, impulsionado diretamente pelo crescimento industrial. Segmentos como transporte, logística, tecnologia, manutenção e serviços especializados aparecem em expansão, refletindo o efeito multiplicador da Zona Franca de Manaus sobre a economia local. O avanço ocorre de forma integrada: à medida que a indústria cresce, os serviços acompanham o movimento.
O PEA indica ainda que o mercado de trabalho permanece em patamar elevado, fator que sustenta o consumo e contribui para um ambiente mais favorável ao comércio e aos serviços. O conjunto de indicadores aponta para estabilidade econômica no curto prazo e manutenção do dinamismo regional.
O Painel Econômico do Amazonas é elaborado mensalmente pelo CIEAM a partir da análise de dados públicos de instituições como IBGE, Suframa, ComexStat e Abraciclo, além de informações oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego. O principal indicador utilizado é o IBCR-AM, número-índice publicado mensalmente pelo Banco Central, que funciona como uma versão regionalizada do IBC-Br, a estimativa mensal do PIB brasileiro. O IBCR-AM é composto com base nos resultados das pesquisas mensais do IBGE, abrangendo os principais setores da economia: Indústria, Comércio, Serviços e Agropecuária.

