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Iguá conecta saneamento e preservação ambiental em áreas de quatro biomas brasileiros

Companhia desenvolve iniciativas voltadas à recuperação hídrica, proteção de manguezais, melhoria da qualidade da água e educação ambiental em regiões inseridas na Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e Caatinga

O saneamento básico tem papel direto na conservação de rios, lagoas, manguezais, áreas costeiras, nascentes e outros ambientes sensíveis. Presente em regiões inseridas nos biomas Cerrado, Pantanal, Caatinga e Mata Atlântica, a Iguá Saneamento vem desenvolvendo projetos voltados à recuperação ambiental, melhoria da qualidade da água, redução de impactos ambientais e educação socioambiental em diferentes territórios do país.

As iniciativas incluem recuperação de ecossistemas lagunares e manguezais, redução da carga poluidora em rios urbanos por meio do tratamento de esgoto, reaproveitamento de resíduos do saneamento, eficiência energética, uso de energia limpa e combustíveis renováveis, além de programas de conscientização ambiental junto às comunidades atendidas.

“O saneamento é realizado por meio de uma infraestrutura que está inserida no meio ambiente. Quando uma rede de esgoto é ampliada, quando uma estação de tratamento melhora sua eficiência ou quando um lançamento irregular deixa de chegar a um rio, o efeito não aparece apenas nos indicadores operacionais. Ele aparece na água, no solo, na praia, na biodiversidade e na vida das pessoas que convivem com esses territórios e moram em cada bioma”, afirma Paula Violante, COO da Iguá Saneamento.

Projeto no Rio de Janeiro já ultrapassa 80 mil mudas de mangue plantadas

No Rio de Janeiro, onde a companhia atua em áreas de Mata Atlântica e manguezais, o projeto Juntos Pela Vida das Lagoas já superou a marca de 80 mil mudas de mangue plantadas no Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá, de um total previsto de 215 mil mudas ao longo da iniciativa.

Segundo a empresa, considerando os plantios realizados até o momento, mais de 1.000 toneladas de carbono foram removidas da atmosfera. O projeto também promoveu a retirada de mais de 1,2 milhão de metros cúbicos de sedimentos das lagoas e implantou 24 pontos de coletores de tempo seco, que evitam diariamente o lançamento de aproximadamente 20 milhões de litros de esgoto no sistema lagunar.

A companhia informa ainda que as melhorias ambientais têm sido acompanhadas pelo retorno gradual de espécies como caranguejo-uçá, chama-maré, garça-azul, colhereiro e biguatinga. O projeto também registrou aumento de 400% nos níveis de oxigênio dissolvido nas áreas dragadas. O investimento previsto é de R$ 250 milhões.

Em 2026, a Iguá incorporou o programa Blue Keepers às ações desenvolvidas no Complexo Lagunar, com foco no monitoramento da poluição por resíduos, especialmente plásticos.

“Ver espécies voltando a ocupar áreas que antes estavam degradadas é uma das formas mais concretas de perceber o impacto positivo do saneamento. Não se trata apenas de uma obra ou de uma intervenção técnica, mas da reconstrução gradual de condições ambientais para que a vida volte a se estabelecer nesses espaços”, diz Paula.

Projetos avançam em áreas costeiras e regiões de manguezais

Em Paranaguá, no Paraná, onde a operação está inserida em áreas de Mata Atlântica, manguezais e restingas, a companhia desenvolve o projeto Esgoto Legal, voltado à orientação e fiscalização das ligações corretas de esgoto para evitar lançamentos irregulares em galerias pluviais e corpos hídricos.

A operação também iniciou projetos de cinturões verdes nas estações de tratamento e ações de educação ambiental voltadas à comunidade. Em 2026, foram plantadas 108 mudas em áreas da operação e destinada adequadamente mais de mil toneladas de lodo provenientes das estações de tratamento de água e esgoto.

Em Sergipe, estado que reúne áreas de Mata Atlântica e Caatinga, a companhia mantém o programa Blue Keepers para monitoramento da poluição por resíduos em ambientes aquáticos, áreas costeiras e oceanos. Entre 2025 e 2026, as iniciativas socioambientais da operação impactaram mais de 27 mil pessoas.

No estado também foi iniciado o Projeto Se Liga, voltado à orientação da população e à fiscalização das ligações corretas de esgoto para evitar lançamentos irregulares em mangues, rios e outros corpos hídricos.

Expansão do saneamento busca reduzir carga poluidora nos rios

Em Cuiabá, operação localizada simultaneamente nos biomas Cerrado e Pantanal, as ações ambientais estão associadas à expansão da infraestrutura de saneamento e à redução da carga poluidora lançada nos rios Cuiabá e Coxipó. Desde 2017, foram implantados 528 quilômetros de rede de esgoto e 127 quilômetros de rede de água, dentro de um ciclo de investimentos que soma R$ 1,5 bilhão.

Segundo a empresa, projetos como Interligue Já, Ecotrópica e BioLodo contribuíram para ampliar a retirada de carga poluidora dos rios, passando de 14 para 20 toneladas. A operação relata que o avanço vem sendo acompanhado por melhorias graduais das condições ambientais e pelo aumento da presença de peixes em trechos urbanos do Rio Cuiabá.

No Paraná, por meio da Iguaçu Saneamento, a companhia também desenvolve ações de coleta e tratamento de esgoto em municípios localizados em áreas de influência do Parque Nacional do Iguaçu, com iniciativas voltadas ao monitoramento de rios urbanos, plantio de mudas arbóreas, sensibilização sobre ligações adequadas de esgoto e programas de educação ambiental.

Nas operações do Agreste e de Sergipe, inseridas em áreas de Caatinga e Mata Atlântica, as ações estão concentradas na proteção de recursos hídricos, despoluição de ambientes aquáticos, educação ambiental e economia circular.

Tecnologia e economia circular apoiam redução de impactos

Além das iniciativas voltadas à recuperação ambiental, a companhia desenvolve projetos de eficiência operacional e redução de impactos. Em Atibaia, no interior de São Paulo, a operação implementou um sistema de inteligência artificial para otimizar o acionamento de sopradores utilizados no tratamento biológico de esgoto. Segundo a empresa, a iniciativa reduziu em 28% o consumo de energia da estação de tratamento. Já em Mirassol, também em São Paulo, a operação atua com fornecimento de energia renovável e mantém iniciativas relacionadas à economia circular, coleta de óleo usado, reciclagem de resíduos e educação ambiental.

“Atuar em quatro biomas brasileiros exige escuta e adaptação. A realidade de uma área de manguezal não é a mesma de uma região de Caatinga, de uma nascente na Mata Atlântica ou de um rio urbano. Por isso, as soluções precisam considerar o ambiente, a comunidade e o estágio de desenvolvimento de cada operação”, conclui a COO.

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