Ranking de 2026 reúne 60 organizações no Rio de Janeiro e destaca avanço da inovação, liderança do setor de tecnologia e mudanças no perfil dos profissionais
As empresas reconhecidas no Ranking das Melhores Empresas Para Trabalhar™ no Rio de Janeiro apresentam desempenho nove vezes superior no desenvolvimento de ambientes inovadores em comparação com organizações não ranqueadas. O dado faz parte da 19ª edição do estudo divulgado pelo Great Place To Work® (GPTW), que reconheceu 60 empresas por suas práticas de gestão voltadas à construção de ambientes corporativos saudáveis, inovadores e inclusivos.
Na edição de 2026, participaram do processo de avaliação 191 empresas, envolvendo mais de 187 mil colaboradores. Ao final, foram premiadas 60 organizações, distribuídas entre 20 empresas de pequeno porte, 30 de médio porte e 10 de grande porte.
O levantamento reuniu empresas de mais de 15 segmentos econômicos. Pelo segundo ano consecutivo, o setor de Tecnologia da Informação liderou a participação no ranking, com 16 empresas reconhecidas. Em seguida aparecem os segmentos de Serviços Financeiros, com oito organizações, e Produção e Manufatura, com quatro.
Também foram contempladas empresas dos setores de Serviços de Saúde e Serviços Profissionais, com duas organizações cada. Os segmentos de Biotecnologia e Farmacêutico, Engenharia, Hospitalidade, Mineração, Publicidade e Marketing, Serviços Industriais, Serviços para a Terceira Idade, Telecomunicações, Transportes e Varejo tiveram uma empresa premiada cada. Outras 18 organizações informaram atuação em setores não listados.
O estudo também evidenciou renovação entre as empresas reconhecidas. Em 2026, dez organizações estrearam no ranking, enquanto cinco mantiveram presença recorrente, figurando entre as premiadas em pelo menos 15 edições.
Perfil dos colaboradores
A pesquisa mostrou mudanças moderadas na distribuição etária dos profissionais das empresas reconhecidas. As faixas entre 34 e 44 anos e entre 45 e 54 anos cresceram dois pontos percentuais cada, passando a representar 32% e 17% dos colaboradores, respectivamente.
O grupo de profissionais com até 25 anos permaneceu em 16%. Já a faixa entre 26 e 34 anos apresentou retração de três pontos percentuais. Os colaboradores com 55 anos ou mais passaram a representar 6% do total, um ponto percentual abaixo do registrado em 2025.
Em relação ao tempo de empresa, os profissionais com seis a dez anos de casa cresceram dois pontos percentuais, alcançando 16% do total. Permaneceram estáveis os grupos com dois a cinco anos (33%), de 11 a 15 anos (7%), de 16 a 20 anos (3%) e com mais de 20 anos de empresa (3%). Já os colaboradores com até dois anos de organização passaram de 40% para 38%.
Participação feminina em liderança recua
O levantamento aponta redução da participação feminina nas empresas reconhecidas em diferentes níveis de liderança.
Na alta liderança, as mulheres passaram a ocupar 24% das posições, seis pontos percentuais abaixo do registrado em 2025. Na média liderança, a participação feminina caiu de 43% para 38%.
Nas demais posições de liderança, a presença das mulheres passou de 46% para 42%, embora o índice permaneça acima do observado em 2024.
O estudo também identificou queda na participação feminina em cargos de CEO. Em 2026, esse percentual ficou seis pontos abaixo do registrado em 2025 e um ponto abaixo do observado em 2024.
No quadro geral de colaboradores, a participação feminina passou de 41% para 40%, enquanto os homens representam 60% das equipes das empresas reconhecidas.
Índice de inovação avança
O Índice de Inovação (IVR) mostrou evolução entre as empresas premiadas. Em 2026, 27% das organizações passaram a operar no estágio acelerado de inovação, avanço de oito pontos percentuais em relação ao ranking anterior.
O percentual de empresas classificadas no estágio funcional chegou a 48%, crescimento de nove pontos percentuais frente à edição anterior. Em contrapartida, houve redução de 18% das organizações classificadas no estágio de atrito.
Segundo o levantamento, a diferença entre empresas premiadas e não premiadas chega a 24 pontos percentuais no estágio avançado de inovação. O estudo também identificou que as empresas reconhecidas apresentam percentual 52% menor de organizações em estágio de atrito, indicando a relação entre ambientes de trabalho saudáveis, confiança e capacidade de inovação.
Crescimento profissional e qualidade de vida lideram fatores de permanência
Entre os fatores apontados pelos colaboradores para permanecer nas empresas, destacam-se qualidade de vida (35%), oportunidade de crescimento (34%), remuneração e benefícios (15%), alinhamento de valores (12%) e estabilidade (5%).
Na comparação com o ano anterior, a oportunidade de crescimento avançou um ponto percentual e remuneração e benefícios cresceram três pontos percentuais. Qualidade de vida e estabilidade permaneceram estáveis, enquanto o alinhamento de valores registrou queda de quatro pontos percentuais, atingindo 11%.

