Pesquisa mostra que 42% das empresas pretendem aumentar o quadro permanente, enquanto contratação temporária e por projetos aparece nos planos de 28% e 22% dos empregadores
As empresas brasileiras mantêm planos de contratação para 2026, mesmo diante da volatilidade econômica. O Levantamento de Intenções de Contratação (Hiring Intention) da Robert Half aponta que 42% dos empregadores pretendem ampliar o quadro de funcionários permanentes ainda neste ano.
O levantamento foi desenvolvido pela Robert Half e conduzido por uma empresa de pesquisa independente em maio de 2026. Foram ouvidos 500 gestores de contratação em todo o Brasil, atuantes nas áreas de finanças e contabilidade, tecnologia e TI, engenharia, jurídico, além de administrativo e suporte a escritórios.
A contratação temporária aparece nos planos de 28% das empresas, enquanto 22% indicam intenção de recrutar profissionais para projetos. Os dados apontam para diferentes formatos de composição das equipes, combinando contratações permanentes, temporárias e por projetos.
A demanda se concentra principalmente em profissionais com competências especializadas. Entre as áreas citadas estão Finanças e Contabilidade, Suporte administrativo e ao cliente, Tecnologia, Engenharia e Jurídico.
“As organizações continuam contratando em áreas em que as competências estão escassas e os profissionais podem contribuir estrategicamente para os objetivos do negócio”, afirma Caio Arnaes, diretor de mercado da Robert Half. “Observamos uma abordagem mais direcionada para as contratações, priorizando talentos especializados e investindo em treinamento e desenvolvimento da força de trabalho.”
Escassez de profissionais amplia foco em qualificação
A escassez de profissionais qualificados é apontada por 25% dos empregadores ouvidos. Diante desse cenário, as empresas também têm recorrido ao desenvolvimento das equipes como parte da estratégia para lidar com os desafios relacionados à força de trabalho. O investimento em treinamento, qualificação e requalificação aparece como estratégia para 62% das pequenas e médias empresas e 72% das grandes organizações.
Além disso, 37% das empresas participantes indicam que planejam redesenhar cargos e formas de trabalho. Entre os profissionais mais disputados, o perfil combina conhecimento técnico com competências como comunicação, visão analítica e raciocínio crítico. A inteligência artificial também aparece nesse contexto. A tecnologia transforma funções operacionais e, ao mesmo tempo, aumenta a necessidade de qualificação humana.
“As companhias precisam equilibrar a adoção tecnológica com a valorização de pessoas para contornar gargalos de competências”, avalia Arnaes. “Há uma demanda clara para profissionais que dominem a inteligência artificial, e, paralelamente, sejam capazes de manter o senso crítico e a interlocução estratégica que a tecnologia sozinha não entrega”, complementa Caio.
Como as empresas planejam contratar em 2026
Os planos de contratação variam de acordo com o formato de trabalho e a necessidade das organizações. Enquanto 42% dos empregadores planejam ampliar o quadro permanente, 28% consideram contratações temporárias e 22% têm recrutamento para projetos entre suas intenções.
A pesquisa também identifica uma combinação entre contratação e desenvolvimento interno, especialmente diante da dificuldade de encontrar profissionais qualificados. Nesse cenário, treinamento, qualificação e requalificação integram as estratégias adotadas pelas organizações.

