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Ploomes lança Estúdio IA com investimento de R$ 25 milhões para transformar o CRM

Nova arquitetura permite criar telas, integrar sistemas e automatizar processos comerciais com inteligência artificial; empresa estima reduzir em até 80% o tempo de implementação do CRM

A Ploomes investiu R$ 25 milhões no desenvolvimento do Estúdio IA Ploomes, nova arquitetura voltada à construção e adaptação de operações comerciais dentro de um CRM de vendas. Lançada pela empresa, a solução utiliza inteligência artificial para criar telas, processos e fluxos de trabalho, além de integrar sistemas e executar tarefas diretamente na plataforma.

A proposta amplia o uso da IA dentro do CRM, incorporando a tecnologia à própria estrutura do sistema. Com isso, a Ploomes busca reduzir a dependência de desenvolvimento e de projetos tradicionais de integração na configuração das operações comerciais.

“O objetivo é que a IA construa telas operacionais mais fiéis à operação do cliente, além de integrar, automatizar e alimentar o sistema. Tudo isso fará com que os colaboradores atuem de uma forma mais eficiente, sem contar que o recurso vai possibilitar uma maior concentração do tempo nas decisões e nos relacionamentos que realmente exigem atuação humana”, afirma Matheus Pagani, CEO e fundador da Ploomes.

Implementação pode cair de meses para semanas

Uma das estimativas associadas ao novo produto é a redução de até 80% no tempo de implementação do CRM para novos clientes. A Ploomes projeta que o processo possa passar de uma média atual de 4,6 meses para cerca de 28 dias.

“Antes, existia uma série de etapas de configuração, desenvolvimento e integração a serem cumpridas. Com o Estúdio IA, a expectativa é reduzir esse tempo drasticamente na maioria dos cenários”, acrescenta Pagani.

A arquitetura reúne quatro frentes principais. O **Construtor de Telas** cria telas, dashboards, formulários e mini aplicações a partir de descrições em texto, conectadas aos dados reais da empresa e sem necessidade de desenvolvimento.

O “Integrador” permite montar fluxos de automação com inteligência artificial, agentes, aplicativos e ferramentas como Slack, Gmail e outros sistemas.

Já o “CPQ em Branco” possibilita criar modelos de propostas complexos. A IA interpreta arquivos da empresa para identificar regras de precificação e transformá-las em campos que o vendedor precisa preencher para gerar um orçamento conectado ao ERP.

A quarta frente, o “Radar Ploomes”, transcreve automaticamente as interações entre vendedores e clientes. A ferramenta, que já realizava transcrição de chamadas de vídeo desde abril, passa a integrar também ligações, WhatsApp, e-mail e calendário, vinculando os registros aos respectivos clientes.

IA também atua na administração do CRM

Além das quatro frentes, o Estúdio IA incorpora um chat destinado aos administradores. O recurso permite configurar o sistema, extrair análises e realizar alterações em massa por meio de inteligência artificial, como transferir clientes de um vendedor para outro.

“O que temos no mercado brasileiro até hoje é a inclusão de agentes de IA como assistentes e copilotos, capazes de trazer respostas a partir dos dados inseridos no sistema. O Estúdio IA vai além ao usar automaticamente o contexto de cada cliente para criar as telas, integrar sistemas e executar os processos necessários em cada operação comercial”, reforça Pagani.

A empresa afirma que nenhum dado de seus clientes é utilizado para treinar os modelos de IA. “Todo o contexto trabalhando dentro de Estúdio fica restrito à própria operação dentro da plataforma, diferente do risco que muitas empresas estão enfrentando ao utilizar ferramentas de IA abertas”, completa.

Da experimentação à operação

O lançamento ocorre em um momento de expansão do uso da inteligência artificial no mercado de software, com ferramentas que passam a assumir funções relacionadas à execução de processos. No mercado comercial, a tecnologia já é utilizada para identificar oportunidades, consultar informações, automatizar atividades e realizar ações a partir dos dados disponíveis. Nesse cenário, a Ploomes posiciona o Estúdio IA como uma arquitetura capaz de adaptar o software à operação de cada empresa.

“Estamos entregando um software que agora se adapta completamente à forma de trabalho ideal de cada empresa e de cada profissional de vendas. O que importa cada vez mais é a capacidade de o sistema entender o contexto da empresa, acessar seus dados e se adaptar à forma como aquela operação realmente funciona”, explica Pagani.

A dificuldade de levar projetos de inteligência artificial da experimentação para a operação aparece também em um levantamento da Deloitte com 115 executivos brasileiros. A pesquisa mostra que 58% das empresas implementaram, no máximo, 20% de seus projetos-piloto de IA, enquanto 23% conseguiram levar 40% ou mais deles para a operação.

“A inteligência artificial está mudando a forma como as empresas se relacionam com o software. Estamos saindo de uma era em que as pessoas precisam se adaptar às ferramentas para uma realidade em que o próprio software entende o contexto e a forma de trabalho de cada empresa. É essa quebra de paradigma que estamos antecipando com o Estúdio IA Ploomes”, conclui Pagani.

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