Obra organizada por Dario Menezes e Marcia Cavallieri discute como confiança, governança e ESG influenciam a competitividade no ambiente corporativo
Ao menos 90% do valor de mercado de uma organização é formado por ativos intangíveis, segundo estudo da consultoria norte-americana Ocean Tomo. Dentro desse universo, a reputação empresarial representa cerca de 40% desse total. É a partir desse contexto que surge o livro Gestão da reputação e competitividade empresarial – A força da confiança que move marcas, mercados e estratégias, organizado por Dario Menezes e Marcia Cavallieri, com publicação da Matrix Editora.
“A gestão da reputação exige conexão genuína com a cultura organizacional, com os processos gerenciais e com a governança das instituições. Quando compreendida e aplicada de forma plena, ela deixa de ser apenas uma ação passiva de resposta a crises e se transforma em uma alavanca para a construção de confiança – a principal moeda do nosso tempo – e para o fortalecimento da competitividade de longo prazo”, explicam os organizadores.
A obra reúne artigos inéditos de executivos e especialistas de diferentes áreas, que analisam os desafios da comunicação no ambiente contemporâneo, marcado por algoritmos, inteligência artificial, excesso de informação, fake news e disputa por atenção. Nesse cenário, a gestão reputacional é apresentada como um pilar de governança corporativa e tratada com a mesma disciplina aplicada a outros ativos estratégicos.
Dividido em quatro eixos, o livro aborda a construção, proteção e fortalecimento da reputação a partir de experiências práticas e estudos de caso. Entre os temas explorados estão a conexão com a cultura organizacional e a estratégia corporativa, a interlocução com a agenda ESG, o uso de dados para mitigação de riscos e o relacionamento com stakeholders.
Os autores defendem que, em mercados nos quais produtos tendem à comoditização e a tecnologia se replica rapidamente, a confiança acumulada torna-se um diferencial competitivo relevante. A gestão desse ativo, segundo a obra, contribui para o aumento da confiança de investidores, atração e retenção de talentos e maior exposição favorável na mídia.
Nesse contexto, o papel da liderança ganha destaque. O livro posiciona os executivos como “guardiões da cultura”, responsáveis por sustentar valores organizacionais, inspirar comportamentos e garantir coerência nas decisões estratégicas.
A agenda ESG também é tratada como elemento central na gestão reputacional, influenciando diretamente a identificação de riscos e oportunidades. A obra alerta para práticas como greenwashing e socialwashing, ao mesmo tempo em que apresenta ferramentas para transformar percepções subjetivas em indicadores mensuráveis e acionáveis.
Com base em diferentes experiências de mercado e análises de casos, Gestão da reputação e competitividade empresarial propõe uma visão abrangente sobre as múltiplas dimensões que moldam a percepção pública das organizações e impactam seu capital reputacional.

