Parceria entre as empresas promete quintuplicar operações e reduzir custos logísticos, consolidando a liderança no setor
O Grupo Nelson Heusi (GNH), um dos maiores conglomerados logísticos do Brasil, e a Titan Cargo, transportadora especializada em operações no Mercosul, anunciaram uma aliança estratégica que promete transformar o setor logístico sul-americano. A parceria visa ampliar a eficiência das operações, reduzir custos e oferecer soluções integradas e tecnológicas para empresas de diferentes setores, consolidando-se como o maior player do segmento no bloco econômico.
Com um crescimento de 41% em 2024 e previsão de superar 45% este ano, o GNH movimentou US$ 28 bilhões em mercadorias no último ano, conectando mais de 120 países e quatro continentes. “A empresa vem crescendo, nos últimos anos, em média, na ordem de 30% ao ano. A parceria fortalece esse ritmo acelerado e nos projeta ainda mais em um segmento em ascensão”, afirma Marcos Heusi, CEO do Grupo Nelson Heusi e quarta geração à frente da companhia.
Uma fusão de expertise e inovação
Com 92 anos de experiência, o Grupo Nelson Heusi é referência em liberação aduaneira, transportes internacionais, armazenagem e distribuição, operando em diversos modais e integrando as principais rotas comerciais do Mercosul. Já a Titan Cargo é especialista no transporte de cargas sensíveis e de alto valor, destacando-se pelo uso de tecnologia avançada e protocolos rigorosos de segurança para garantir eficiência e confiabilidade em entregas estratégicas.
“Neste momento, nossa parceria está focada no transporte terrestre, gerando inicialmente uma economia de 12% nos custos logísticos para os clientes, com otimização de rotas e processos. Toda essa movimentação também trará um incremento econômico direto e indireto, com a previsão de 350 novos postos de trabalho”, explica Heusi. O conglomerado possui mais de 30 escritórios no Brasil e opera nos principais aeroportos, portos e fronteiras do país, movimentando mais de 55 mil TEUs mensais.
Investimentos para transformar o setor
A nova estrutura não se limita a uma integração operacional, mas também contempla investimentos significativos em tecnologia, infraestrutura e ampliação da capacidade logística. Com isso, a expectativa é otimizar rotas, aumentar a velocidade das entregas e oferecer soluções personalizadas aos clientes.
A parceria se baseia em quatro pilares estratégicos:
– Expansão da infraestrutura: ampliação da malha rodoviária e intermodal, com novos hubs de distribuição;
– Inovação tecnológica: implementação de inteligência artificial e automação de processos para maior rastreabilidade em tempo real;
– Sustentabilidade: redução da pegada de carbono, otimização do consumo de combustível e investimento em frota elétrica e híbrida;
– Internacionalização: fortalecimento das conexões comerciais do Mercosul e expansão para novos mercados na América Latina, Europa e Ásia.
“A união entre as duas empresas representa um divisor de águas para a logística da América do Sul. Com uma infraestrutura robusta e tecnologia de ponta, seremos responsáveis por uma movimentação recorde de cargas, ampliando a capilaridade e a velocidade das entregas em toda a região”, destaca Heusi.
Brasil como centro da inovação logística do Mercosul
Além do impacto econômico, a aliança posiciona o Brasil como referência na logística do Mercosul, facilitando a integração entre os países do bloco e fortalecendo sua competitividade no comércio exterior. A expectativa é que a nova estrutura movimente bilhões de reais anualmente, elevando a capacidade do setor e gerando novas oportunidades de negócios.
“Hoje temos liderança no market share em liberação aduaneira, mas entendemos que ainda há muito espaço para crescer. Possuímos dois armazéns projetados para atender às demandas mais exigentes do mercado, combinando infraestrutura de ponta, monitoramento full-time e processos inteligentes. Nossa meta até 2033 é que 33% da receita seja gerada por meio de uma frota com fontes de energia renováveis ou programas de compensação de carbono para transporte marítimo e aéreo”, conclui o CEO do Grupo Nelson Heusi.
Crédito da Foto: Dennys Paglia/GNH