Operação de até R$ 32 milhões prevê participação minoritária da Smart Fit e acompanha plano para chegar a cerca de 100 unidades na América Latina em cinco anos
A Smart Fit passará a deter uma participação minoritária no Buddha Spa em uma operação que poderá chegar a R$ 32 milhões. A transação ocorre no ano em que a rede de spas completa 25 anos e terá recursos destinados à expansão internacional, abertura de novas unidades e possíveis aquisições. A gestão do negócio permanece sob comando da atual administração.
O primeiro movimento fora do Brasil está previsto para dezembro, com a inauguração de uma unidade própria em Santiago, no Chile. A operação, localizada em Vitacura, será a primeira etapa de um plano que prevê aproximadamente 100 unidades na América Latina em cinco anos. Paraguai, Argentina, Colômbia e Peru estão entre os mercados no radar da companhia.
“Chegamos aos 25 anos em um momento de maturidade em que temos uma marca consolidada no Brasil, presença nacional e um ecossistema de wellness que vai além das unidades. A entrada da Smart Fit traz sócios e um time com amplo know-how de como escalar negócios na América Latina, com profundo conhecimento do mercado, além de capital para acelerar nossos próximos movimentos, tanto na expansão internacional quanto em potenciais aquisições que possam complementar e ampliar nosso ecossistema de negócios”, afirma Gustavo Albanesi, CEO do Buddha Spa.
Chile abre a expansão internacional
A primeira operação internacional será própria. A estratégia é utilizar as primeiras unidades em cada mercado para conhecer e adaptar o modelo antes de buscar parceiros locais para acelerar o crescimento.
“Queremos primeiro fazer, aprender e construir o modelo internacional. A operação própria nos permite entender profundamente cada mercado e garantir que a experiência Buddha seja reproduzida fora do Brasil com o mesmo padrão. Depois, estaremos mais preparados para encontrar os parceiros certos”, explica Albanesi.
A escolha do Chile considera, entre outros fatores, os indicadores apresentados pelo Global Wellness Institute. Em 2024, o país registrou gasto per capita de US$ 874 na economia do wellness, ante US$ 592 no Brasil. No mesmo ano, o mercado chileno movimentou cerca de US$ 17 bilhões, enquanto o brasileiro chegou a aproximadamente US$ 125 bilhões.
Na estreia internacional, cerca de 70% do menu de serviços disponível no Brasil será oferecido na unidade chilena, com ampliação gradual do portfólio.
Expansão também passa por aquisições
O Buddha Spa possui atualmente mais de 150 unidades no Brasil e está presente em todas as regiões do país. A companhia mantém a expansão doméstica em paralelo ao projeto internacional e considera Brasília uma praça estratégica.
Nos últimos anos, a empresa também ampliou sua atuação por meio de aquisições. Em 2025, comprou o Espaço Prana por R$ 7,5 milhões e a Pomander por R$ 4,8 milhões em capital, além de participação societária. A companhia pretende continuar avaliando oportunidades de aquisição que tenham sinergia com sua atuação no mercado de wellness.
“O spa é a nossa origem, mas não é mais o limite da marca. A experiência pode começar na unidade e continuar em casa, no trabalho, por meio de um produto, de um ritual ou do conhecimento. É essa conexão entre diferentes frentes que nos permite falar em um ecossistema de wellness”, afirma Albanesi.
Crédito da Imagem: Divlgação
A estratégia de crescimento ocorre em um mercado global de wellness que movimentou US$ 6,8 trilhões em 2024, segundo o Global Wellness Institute, e tem projeção de alcançar US$ 9,8 trilhões em 2029.


