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Poderi Morini chega ao Brasil com vinhos da Romagna, castas autóctones e rótulos de artistas

Empresário Fabricio Morini lidera entrada da vinícola familiar italiana no mercado brasileiro, com portfólio que reúne Sangiovese, Albana, Centesimino e Longanesi

A Poderi Morini, vinícola familiar de Faenza, na região da Emília-Romagna, na Itália, inicia em setembro sua apresentação oficial ao mercado brasileiro. Fundada e liderada por Alessandro Morini, a vinícola chega ao país com um portfólio que reúne Sangiovese, Albana e castas autóctones da Romagna, como Centesimino e Longanesi.

A história da vinícola começou quando Alessandro Morini decidiu dedicar-se à arte da vinificação com o apoio de seu pai, Natale Morini, e de sua esposa, Daniela. Desde os primeiros anos, a família trabalha para preservar, valorizar e promover as variedades nativas da Romagna, entre elas uvas menos difundidas internacionalmente, cultivadas nas colinas da região.

A operação da Poderi Morini no Brasil é liderada por Fabrício Morini, empresário que também está à frente da operação brasileira da Moto Morini, fabricante italiana de motocicletas com montagem no país. Para o empresário, a chegada da Poderi Morini representa um projeto de construção de marca e de introdução de uma nova origem ao mercado brasileiro.

“O brasileiro conhece e admira o vinho italiano, mas a Itália vitivinícola é muito maior do que as regiões que já conquistaram espaço por aqui. A Romagna tem uvas, produtores, gastronomia, arte e uma identidade muito própria. Nosso desafio é apresentar esse universo ao consumidor brasileiro e construir a Poderi Morini no país com consistência e no longo prazo”, afirma Fabrício Morini.

Os rótulos da Poderi Morini poderão chegar ao Brasil com valores entre R$ 200 e R$ 600.

Uma vinícola que coloca arte também na garrafa

Na Poderi Morini, a conexão com a cultura da Romagna também está presente nos rótulos. Desde a fundação da vinícola, em 1998, as garrafas são desenvolvidas em colaboração com artistas italianos.

A proposta envolve a participação dos artistas desde o contato com o vinho. Eles são convidados a conhecer e degustar os rótulos para, a partir dessa experiência, criar uma interpretação visual própria para cada garrafa.

Entre os nomes que já assinaram trabalhos para a Poderi Morini está Pablo Echaurren, artista multidisciplinar conhecido por transitar entre pintura, cerâmica, ilustração, quadrinhos e literatura e que foi o primeiro a criar rótulos para a vinícola.

Outro colaborador é Giuliano Della Casa, artista e aquarelista de Modena, também ligado à cerâmica e à produção de livros de arte, com exposições realizadas na Itália e em cidades como Madri, Tóquio, São Paulo, Düsseldorf, Colônia, Nova York e Los Angeles.

Completa esse núcleo Gian Franco Morini, ceramista de Faenza reconhecido por trabalhos de forte materialidade, nos quais a própria terra e suas imperfeições integram a linguagem artística.

A relação entre vinho, território e produção artística faz parte da proposta da vinícola de apresentar uma Romagna que reúne agricultura, viticultura, história e arte.

“Os rótulos ajudam a contar exatamente a história que queremos apresentar no Brasil. Não é apenas sobre o que está dentro da garrafa. Existe uma cultura por trás de cada vinho, e a arte é uma das formas mais claras de expressá-la”, conta Fabricio.

Da Albana ao Centesimino

Entre os vinhos escolhidos para apresentar essa diversidade está o Sette Note, elaborado com Albana, variedade branca histórica da Romagna, nas colinas de Faenza e o primeiro vinho branco da Itália a receber a classificação DOCG.

No universo dos tintos, a Poderi Morini trabalha diferentes expressões do Sangiovese, entre elas o Torre di Oriolo e o Nonno Rico, além de variedades menos conhecidas fora da região. É o caso da Centesimino, uva autóctone cultivada nas colinas de Oriolo di Faenza.

A variedade aparece no Savignone, tinto intensamente aromático, e também no Morosè, espumante brut que apresenta outra interpretação possível para a mesma casta. Já a Longanesi, outra variedade associada à identidade vitivinícola da Romagna, integra o trabalho de recuperação e valorização de uvas locais desenvolvido pela vinícola.

“Não queremos simplesmente colocar mais um vinho italiano na prateleira. Há uma oportunidade de apresentar novas uvas, novas histórias e um território. É isso que torna esse projeto interessante”, afirma o executivo.

Estreia passa por quatro capitais

A primeira grande apresentação da Poderi Morini no Brasil acontecerá durante o I Love Italian Wines 2026, roadshow promovido pela Agência ICE em colaboração com Vinitaly e Wine South America.

O circuito reunirá compradores, sommeliers, jornalistas, influenciadores e profissionais ligados ao mercado de vinhos, criando também a primeira oportunidade de degustação dos rótulos da Poderi Morini no país.

“O vinho depende de experiência. Queremos que as pessoas provem os rótulos, mas principalmente compreendam de onde eles vêm e o que existe por trás deles. Estamos começando agora uma construção de mercado e de relacionamento que queremos desenvolver por muitos anos”, declara Fabricio Morini.

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