Reserva do programa Mata Viva, com 170 hectares e mais de 380 mil mudas plantadas, recebeu reconhecimento da organização norte-americana Tandem Global / Wildlife Habitat Council (WHC)
A BASF recebeu a certificação internacional Wildlife Habitat Council (WHC), chancelada pela organização norte-americana Tandem Global, pela reserva do programa Mata Viva® localizada no Complexo Químico de Guaratinguetá (SP). O reconhecimento avalia iniciativas ambientais com padrões voltados ao compromisso de longo prazo e ao progresso mensurável na conservação da natureza. A certificação foi oficialmente reconhecida durante a Conferência Tandem Global 2026, realizada em junho, em Austin, no Texas (EUA).
Com 170 hectares de extensão e mais de 380 mil mudas plantadas, a reserva Mata Viva Guaratinguetá é resultado de um trabalho iniciado em 1984, com a recuperação da mata ciliar às margens do Rio Paraíba do Sul. Segundo a BASF, ao longo de mais de quatro décadas, a iniciativa se expandiu além das exigências legais e atualmente representa a maior área verde urbana do município.
“O Programa Mata Viva Guaratinguetá é reconhecido por atender aos rigorosos requisitos da Certificação WHC”, disse Margaret O’Gorman, CEO da Tandem Global. “Empresas que conquistam a Certificação WHC, como a BASF, são líderes ambientais, gerenciando voluntariamente suas terras para apoiar ecossistemas sustentáveis e as comunidades que as cercam”.
Para obter a certificação, a BASF submeteu a reserva a uma auditoria internacional que analisou documentos e estudos relacionados à área. O processo incluiu o histórico da floresta, com imagens aéreas desde a década de 1990, o plano de manejo de espécies exóticas invasoras e plantio de espécies nativas, levantamentos da flora local e estudos acadêmicos sobre estoque de carbono e serviços ecossistêmicos.
“A conquista desta certificação reconhece a seriedade científica e técnica do Mata Viva. Temos muito orgulho em afirmar que a nossa floresta é responsável por garantir que o índice de área verde urbana por habitante de Guaratinguetá supere as recomendações da Organização Mundial da Saúde”, destaca Mariana Sigrist, consultora de Meio Ambiente da BASF.
“Os estudos que enviamos para a auditoria, incluindo as pesquisas de remoção de carbono realizadas em parceria com universidades como a ESALQ/USP, provam o impacto direto da reserva na regulação climática, prevenção de erosões e qualidade de vida da comunidade urbana vizinha”, completa.
Além da conservação ambiental, a certificação também avaliou projetos de engajamento social vinculados ao programa, como o plantio voluntário de mudas nativas realizado por colaboradores da empresa.
“O Programa Mata Viva demonstra na prática que a indústria e a conservação da biodiversidade podem e devem caminhar juntas em benefício da sociedade”, afirma Tiago Egydio Barreto, gerente de Sustentabilidade da Fundação Eco+/BASF.
“A chancela da Tandem Global valida nossos estudos de serviços ecossistêmicos. Não estamos apenas plantando árvores; estamos protegendo recursos hídricos, gerando resiliência climática e construindo um legado de biodiversidade estruturado em ciência e governança”, acrescenta.
Conservação em rede
O programa Mata Viva também está presente na unidade BASF de Batistini, em São Bernardo do Campo (SP), onde conserva 20 hectares de Mata Atlântica, e na Estação Experimental Agrícola da BASF, em Santo Antônio de Posse (SP), com uma floresta conservada em uma área de seis hectares.
A certificação da reserva de Guaratinguetá, válida até 2027, integra uma estratégia de conservação ambiental desenvolvida pela BASF em diferentes unidades produtivas. Em 2025, o programa Mata Viva da unidade da empresa em Jacareí (SP) também recebeu a Certificação WHC. Com 16 hectares, a reserva de Jacareí foi avaliada pelos auditores internacionais a partir de estudos de monitoramento de espécies da fauna e flora local. O levantamento catalogou mais de 100 espécies de árvores, 82 espécies de aves e 10 espécies de mamíferos.
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