Expansão acompanha maior busca por conselhos empresariais e formação executiva em um cenário de pressão por eficiência, gestão estruturada e redução de riscos
A profissionalização da governança corporativa tem impulsionado a expansão internacional de empresas brasileiras especializadas no desenvolvimento de lideranças e conselhos empresariais. Nesse cenário, a Board Academy anunciou a abertura de unidades no México e no Chile, ampliando sua presença na América Latina para atender à crescente demanda por formação executiva e estruturas de decisão mais organizadas.
O movimento ocorre em um ambiente de maior pressão por eficiência operacional e gestão de riscos. Estudos da McKinsey & Company apontam que organizações com modelos mais maduros de governança podem elevar a eficiência operacional em até 20%, enquanto análises da Deloitte indicam que empresas com estruturas consolidadas apresentam maior capacidade de resposta a riscos e mudanças regulatórias.
Para Farias Souza, administrador de empresas, especialista em governança corporativa, CEO e fundador da Board Academy, a expansão acompanha uma transformação no perfil das empresas da região. “A busca por governança deixou de ser uma tendência regional e passou a ser uma exigência global. Empresas que querem crescer fora do país precisam adotar padrões mais estruturados de decisão, com clareza, método e responsabilidade”, afirma.
A ampliação da atuação internacional também acontece em um contexto de custo de capital elevado. Dados do Banco Central do Brasil mostram que as taxas de juros para empresas permaneceram em patamares altos em 2025, tornando decisões estratégicas equivocadas mais onerosas para organizações que buscam crescimento e expansão.
Segundo Souza, a internacionalização da Board Academy busca aproximar executivos latino-americanos de padrões globais de governança. “O empresário latino-americano está mais exposto a desafios complexos, como expansão internacional, captação de recursos e sucessão. Sem estrutura de decisão, o risco aumenta. A governança entra como um mecanismo para reduzir erro e melhorar a qualidade das escolhas”, diz.
Formação de conselhos ganha espaço na estratégia das empresas
A expansão para novos mercados acompanha a necessidade de padronizar processos de gestão e alinhar estratégias entre operações localizadas em diferentes países. Nesse contexto, cresce a procura por formação em conselhos consultivos e administrativos, movimento que tem impulsionado organizações voltadas ao desenvolvimento de executivos e conselheiros.
“Crescer fora do país exige disciplina. Não basta replicar o modelo local. É preciso adaptar, analisar riscos e tomar decisões com base em dados. O conselho ajuda a elevar esse nível de análise”, afirma Farias Souza.
Para Souza, o Brasil desenvolveu um modelo aplicável especialmente às empresas de médio porte, o que amplia o potencial de expansão da empresa. “O que vemos é uma demanda crescente por soluções práticas, que ajudem o empresário a sair do improviso e estruturar o crescimento. Esse modelo tem aderência em outros países da América Latina”, conclui.

