CONTEÚDO E LIFESTYLE PARA LÍDERES QUE EVOLUEM

Gartner aponta seis tendências que devem moldar as estratégias de dados e analytics nos próximos anos

Estudo destaca avanço do modelo AI-first, crescimento da IA soberana, governança de decisões automatizadas e uso de GraphRAG entre os principais movimentos previstos até o fim da década

A Inteligência Artificial deve ocupar uma posição cada vez mais central nas estratégias corporativas nos próximos anos. Segundo o Gartner, mais de uma em cada dez empresas será classificada como AI-first até 2030, adotando a IA como elemento estruturante de decisões de negócios, fluxos de trabalho e investimentos.

De acordo com a consultoria, três forças vêm impulsionando as transformações mais relevantes em dados e analytics: a adoção de agentes de Inteligência Artificial, a evolução da semântica aplicada aos dados e a consolidação de plataformas convergentes de dados e analytics.

“As organizações estão avançando rapidamente em direção a um modelo operacional AI-first, no qual a Inteligência Artificial já é uma consideração central em todas as decisões de negócios, fluxos de trabalho e investimentos. Sem um compromisso claro e abrangente em toda a empresa, as organizações terão dificuldade para capturar de forma consistente todo o potencial da IA nos negócios”, afirma Carlie Idoine, Vice-Presidente Analista do Gartner.

As projeções e tendências foram apresentadas pelo Gartner no relatório Top Trends in Data and Analytics for 2026, que analisa os principais movimentos previstos para a evolução das estratégias de dados, analytics e Inteligência Artificial nos próximos anos.

Com base na análise, o Gartner recomenda que as organizações incorporem seis tendências consideradas estratégicas para dados e analytics ao longo dos próximos dois anos:

IA soberana ganha relevância nas estratégias corporativas

Com a Inteligência Artificial assumindo papel crescente na competitividade econômica global, governos e Estados-Nação vêm ampliando iniciativas para fortalecer o controle sobre infraestrutura, dados e recursos relacionados à IA.

Segundo o Gartner, essa movimentação deve influenciar diretamente os planos corporativos voltados à transformação digital e à adoção de modelos AI-first.

“A IA soberana está mudando fundamentalmente a forma como as organizações pensam sobre controle, inovação e resiliência em suas estratégias de Inteligência Artificial”, afirma Idoine. “Para responder de forma eficaz às oportunidades e ameaças apresentadas pela IA soberana, as organizações precisam modernizar seus roadmaps de D&A, evoluindo os casos de uso de Inteligência Artificial da utilização para a geração de vantagem competitiva.”

Governança de decisões passa a ser prioridade

À medida que agentes de IA assumem decisões estratégicas, táticas e operacionais, cresce também a necessidade de mecanismos capazes de garantir rastreabilidade, explicabilidade e alinhamento aos objetivos corporativos.

O Gartner prevê que, até 2029, decisões empresariais explicitamente modeladas serão cinco vezes mais confiáveis e 80% mais rápidas do que aquelas executadas sem governança formal, impulsionadas pela adoção de plataformas de inteligência de decisão.

Plataformas de governança de IA fortalecem confiança e conformidade

O avanço da regulamentação global sobre Inteligência Artificial e a crescente utilização de agentes autônomos têm ampliado a complexidade dos processos de governança.

Nesse cenário, o Gartner aponta as plataformas de governança de IA como instrumentos para centralizar supervisão, gerenciamento de riscos e aplicação de políticas corporativas relacionadas ao uso responsável da tecnologia.

Dados em tempo real impulsionam agentes inteligentes

Outra tendência destacada pela consultoria é a expansão do chamado streaming de dados agêntico, modelo baseado em fluxos contínuos de informações orientados por eventos.

Segundo o Gartner, essa abordagem permite que agentes de IA operem com maior velocidade e precisão, especialmente em aplicações que exigem respostas em tempo real.

A previsão é que a adoção desse tipo de arquitetura ultrapasse 60% até 2028, frente a menos de 15% registrados em 2025.

Gestão de dados passa a incorporar agentes de IA

O aumento da complexidade dos ambientes de dados também está impulsionando a utilização de agentes de Inteligência Artificial em atividades relacionadas à gestão e governança das informações.

De acordo com o Gartner, esses sistemas podem identificar padrões, sugerir ações e executar tarefas em tempo real, contribuindo para aumentar a agilidade operacional e a prontidão das organizações para iniciativas de IA.

“A integração de agentes de IA aos fluxos de trabalho de gestão de dados permite que as equipes operem de maneira mais adaptativa por meio de sistemas capazes de aprender continuamente”, afirma Idoine. “Estabelecer uma governança robusta e monitorar continuamente o desempenho será essencial para garantir que essas capacidades entreguem resultados consistentes e alinhados aos objetivos do negócio.”

GraphRAG surge como alternativa para aplicações complexas

Entre as tendências emergentes apontadas pelo Gartner está o avanço do GraphRAG, abordagem que combina grafos de conhecimento com Grandes Modelos de Linguagem (LLMs).

Segundo a consultoria, a tecnologia busca ampliar a precisão contextual e factual dos sistemas de IA em aplicações corporativas que demandam níveis elevados de confiabilidade.

A expectativa é que 40% das empresas utilizem técnicas de GraphRAG até 2029 para aprimorar respostas e capacidades de raciocínio de modelos de linguagem.

Compartilhe:

Edit Template