Estudo revela ganhos médios de 36% em eficiência e redução de custos com uso de Inteligência Artificial em fluxos contratuais corporativos
A Inteligência Artificial já ocupa papel relevante na gestão contratual das empresas brasileiras. Segundo o estudo inédito“Capitalização da IA: Como os fluxos de trabalho de acordos automatizados impulsionam o ROI, conduzido pela Deloitte em parceria com a Docusign, 87% das organizações no Brasil já utilizam algum nível de IA em seus fluxos de trabalho relacionados a contratos.
O levantamento ouviu mais de 1.100 executivos em seis países — incluindo Brasil, Austrália, França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos — e avaliou o impacto da Inteligência Artificial na gestão de acordos corporativos. Entre os entrevistados estavam diretores, vice-presidentes e executivos C-Level das áreas de Vendas, Jurídico, RH, TI e Compras.
De acordo com o estudo, a adoção da tecnologia no Brasil tem gerado ganhos médios de 36% em eficiência operacional e 36% em redução de custos. Além disso, os entrevistados relataram redução média de 14 horas no ciclo de vida dos contratos, o equivalente a uma melhora de 29% no tempo de processamento.
A pesquisa também aponta avanço na confiança corporativa em relação à tecnologia. Cerca de 58% dos executivos brasileiros afirmaram ter “confiança alta” ou “muito alta” na capacidade da IA de identificar riscos regulatórios locais dentro da gestão contratual.
Outro dado destacado pelo levantamento mostra que 66% das empresas brasileiras perceberam melhora na precisão dos contratos após a adoção da tecnologia, principalmente na padronização e consistência de cláusulas contratuais.
“A Inteligência Artificial deixou de ser diferencial para se tornar requisito competitivo. As organizações que avançaram nessa jornada já não discutem o que é possível fazer — discutem o que, de fato, gera valor e resultados concretos”, afirma Marcelo Salles, vice-presidente de Vendas da Docusign no Brasil.
Segundo o executivo, o crescimento da adoção de soluções automatizadas de gestão contratual também acompanha demandas corporativas ligadas à eficiência operacional e preparação regulatória. “Na Docusign também percebemos essa tendência de interesse pela IA para otimizar a gestão de contratos. No último ano fiscal, a adoção da nossa plataforma IAM cresceu 4 vezes no Brasil. Esse tipo de tecnologia que automatiza o ciclo de vida do contrato de ponta a ponta permite não apenas acelerar, mas também extrair valor estratégico de cada contrato, preparando as empresas para desafios complexos como a Reforma Tributária”, complementa Salles.
O estudo também mostra que empresas que adotam plataformas integradas de ponta a ponta para gestão contratual conseguem alcançar um retorno sobre investimento (ROI) 29% maior em comparação às organizações que utilizam ferramentas fragmentadas.
Globalmente, a pesquisa aponta que a próxima etapa da evolução do setor será o uso de IA para extração de inteligência estratégica a partir de contratos já assinados, atividade que ainda é realizada manualmente por 61% das empresas entrevistadas.
O levantamento reforça ainda o impacto financeiro da gestão ineficiente de contratos nas organizações. Segundo dados do relatório de 2024 da Deloitte para a Docusign, falhas e ineficiências em acordos corporativos geram perdas anuais próximas de US$ 2 trilhões em valor econômico global. Na América Latina, o impacto estimado varia entre US$ 140 bilhões e US$ 170 bilhões por ano.

