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Shakira em Copacabana deve impulsionar economia e acender alerta digital para PMEs

Megaevento pode movimentar cerca de R$ 600 milhões e reforça a necessidade de preparo tecnológico de pequenos e médios negócios diante de picos de demanda

A confirmação da apresentação de Shakira, em maio deste ano, na Praia de Copacabana, dentro do projeto Todo Mundo no Rio, reforça o peso econômico dos grandes shows internacionais e evidencia um desafio recorrente para pequenas e médias empresas (PMEs): transformar o aumento temporário de público em receita sustentável. Segundo levantamento da Prefeitura do Rio de Janeiro em parceria com a Riotur, o show de Lady Gaga, realizado em 2025, gerou impacto estimado de aproximadamente R$ 600 milhões na economia local, beneficiando diretamente setores como hotelaria, alimentação, transporte e comércio.

A pesquisa citada tem como fonte a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Riotur e considera a movimentação financeira associada a hospedagem, consumo, deslocamento e serviços durante o período do evento, com base em dados oficiais de fluxo turístico e atividade econômica. A expectativa é de que impactos semelhantes se repitam em novas edições, já que, de acordo com dados da própria Prefeitura, os shows internacionais passaram a integrar o calendário estratégico da cidade até 2028.

Embora o exemplo venha do Rio de Janeiro, a lógica se estende a capitais e cidades médias em todo o país, especialmente durante festivais de música, eventos esportivos, feiras de negócios e datas sazonais de grande circulação. Para as estrategistas em inteligência artificial aplicada a negócios Aline Lefol e Tiene Colins, o ponto central está na capacidade das PMEs de usar tecnologia para competir em cenários de alta demanda.

Coautoras do livro IA Para Negócios Guia Prático para Pequenas e Médias Empresas, as especialistas defendem que grandes eventos funcionam como um teste de maturidade digital para o pequeno empresário. “Em momentos como esse, restaurantes podem utilizar ferramentas de previsão de demanda para ajustar estoque e equipe com antecedência, hotéis podem aplicar precificação dinâmica conforme a procura cresce e comércios locais podem ativar campanhas geolocalizadas para atingir turistas no entorno do evento”, afirma Aline Lefol. “Sem planejamento baseado em dados, o risco é enfrentar ruptura de estoque, sobrecarga no atendimento e perda de vendas para concorrentes mais estruturados”, complementa.

Na avaliação de Tiene Colins, a recorrência desses megaeventos exige uma mudança de postura. “Megaeventos deixam claro que improviso custa caro. Hoje já existem soluções de IA acessíveis por assinatura que permitem automatizar respostas em múltiplos idiomas, organizar filas digitais e monitorar redes sociais em tempo real para ajustar ofertas. A tecnologia deixou de ser exclusividade das grandes redes.”

Para as especialistas, o maior valor de eventos como o show de Shakira está menos no pico momentâneo de consumo e mais na oportunidade de estruturar processos que permaneçam após o encerramento do espetáculo. “Quando a empresa aprende a operar com dados em períodos de pico, ela se torna mais eficiente também no dia a dia , conclui Lefol.

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