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NOLT reposiciona o futuro da moradia e do investimento no Brasil

Com envelhecimento acelerado da população e avanço do Senior Living no mundo e o novo conceito do “jovem de 60 anos”, nova abordagem de moradia voltada à longevidade ativa ganha força no Brasil e redefine padrões de viver, investir e planejar cidades

A longevidade deixou de ser apenas um fenômeno demográfico para se consolidar como um dos principais vetores de transformação social, econômica e urbana do século XXI. Até 2030, mais de 1,4 bilhão de pessoas terão 60 anos ou mais no mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas.

No Brasil, esse grupo já representa cerca de 11% da população e cresce de forma acelerada, influenciando padrões de consumo, planejamento urbano, decisões de investimento e o próprio mercado imobiliário.

Mais do que uma mudança numérica, o envelhecimento populacional reflete uma transformação sociocultural profunda. Pessoas maduras permanecem ativas por mais tempo, continuam trabalhando, viajando, criando vínculos sociais e fazendo escolhas pautadas por propósito e qualidade de vida. Ainda assim, grande parte das soluções residenciais disponíveis segue baseada em modelos voltados a famílias jovens ou, no extremo oposto, em estruturas assistenciais associadas à dependência.

Entre esses dois polos, amplia-se uma lacuna no mercado: moradias capazes de acompanhar o envelhecimento de forma natural, preservando autonomia, convivência e pertencimento ao longo da vida. É nesse contexto que ganha força o conceito de NOLT (New Older Living Trend). Mais do que uma tendência imobiliária, o NOLT traduz uma transformação já reconhecida por organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde, a própria Organização das Nações Unidas e a OECD, que apontam a necessidade de repensar cidades, moradias e comunidades para uma sociedade cada vez mais longeva.

Iniciativas globais como a Década do Envelhecimento Saudável das Nações Unidas (2021 2030) defendem uma abordagem baseada no ciclo completo da vida, na qual os ambientes físicos e sociais especialmente a habitação exercem papel central na manutenção da autonomia, da participação social e da qualidade de vida ao longo do envelhecimento. Nesse sentido, o NOLT parte do princípio de que envelhecer é um processo contínuo e que a moradia deve evoluir junto com essa jornada, alinhando-se às diretrizes de age-friendly environments e ao conceito de ageing in place, que busca permitir que as pessoas envelheçam com independência em suas próprias comunidades.

O conceito evidencia uma desconexão crescente entre o estilo de vida de pessoas maduras, independentes, socialmente ativas e economicamente relevantes e um estoque imobiliário ainda pouco adaptado a essa realidade. Esse descompasso revela uma oportunidade estrutural ainda pouco explorada no Brasil.

É a partir dessa leitura que surge a Söderhem, empresa sueco-brasileira dedicada a traduzir os princípios da longevidade em estratégia imobiliária, arquitetura e conceito urbano. Inspirada em experiências escandinavas especialmente da Suécia, referência internacional em qualidade de vida e planejamento de longo prazo, a empresa desenvolve empreendimentos concebidos desde a origem para acompanhar o envelhecimento natural das pessoas, sem institucionalizar o morar ou romper estilos de vida.

“A longevidade deixou de ser um tema do futuro. Ela já está reorganizando decisões de investimento, planejamento urbano e expectativas de moradia”, afirma Daline Hällbom, CEO da Söderhem. “Não se trata de criar lugares para quando algo falta, mas de desenhar moradias que acompanhem a vida enquanto ela continua ativa e plena.”

No cenário internacional, o mercado de Senior Living deve crescer de aproximadamente US$ 260 bilhões em 2025 para cerca de US$ 389 bilhões até 2032. Tradicionalmente associado a modelos assistenciais, o setor passa por uma evolução conceitual, ampliando seu foco para autonomia, prevenção, comunidade e bem-estar contínuo.

O primeiro projeto da Söderhem está em desenvolvimento em Florianópolis, cidade que reúne infraestrutura urbana, natureza e qualidade de vida, e que vem se consolidando como destino de pessoas maduras em busca de novos modos de viver.

Para o setor imobiliário, a longevidade deixa de representar apenas um novo nicho e passa a se configurar como uma nova fronteira de valor, com impactos diretos na concepção de produtos, na valorização de ativos e nas estratégias de investimento de longo prazo.

“A longevidade bem planejada gera valor econômico, social e urbano. O NOLT não aponta para uma tendência passageira, mas para uma transformação estrutural sobre como moramos e, consequentemente, como investimos ao longo da vida”, conclui Daline.

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