Sob liderança de Lucas Paglia, entidade amplia foco em tecnologia, segurança da informação e gestão pública orientada a resultados
A Rede Governança Brasil (RGB) oficializou a posse de seu novo presidente, o advogado Lucas Paglia, marcando um novo ciclo voltado à continuidade institucional e ao fortalecimento da agenda de governança pública no país.
Após uma gestão voltada à consolidação de práticas alinhadas à ética, eficiência e responsabilidade institucional, a ex-presidente Cris Nardes encerra seu ciclo, deixando um legado estruturante dentro da entidade. A nova liderança assume com o compromisso de dar sequência ao trabalho e ampliar o alcance das iniciativas voltadas à melhoria da gestão pública.
A nova gestão conta com alinhamento institucional com o Instituto Latino-Americano de Governança e Compliance Público (IGCP), reforçando o avanço conjunto de pautas relacionadas à governança no Brasil.
A chegada de Paglia à presidência reflete uma transformação no perfil das lideranças do setor, com maior integração entre tecnologia, regulação e estratégia institucional. Com trajetória voltada à proteção de dados, compliance e gestão de riscos digitais, o executivo atua na estruturação de programas de governança e privacidade em organizações que operam com grandes volumes de dados e ambientes digitais complexos.
Para ele, o cenário atual exige uma ampliação do conceito de governança pública. “A transformação digital impacta diretamente a forma como o Estado e as organizações operam. Governança hoje não se limita a processos administrativos, ela envolve dados, tecnologia, segurança da informação e responsabilidade institucional”, afirma.
A nova fase da entidade reforça o compromisso com a disseminação de boas práticas e o fortalecimento de uma cultura de governança orientada a resultados.
Paralelamente à atuação institucional, Paglia também desenvolve soluções voltadas à proteção de dados no ambiente corporativo. Entre elas está a PrivaInfo, tecnologia criada para atender às exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em cenários de alto risco.
A solução atua na identificação e proteção de dados sensíveis em documentos digitais, utilizando inteligência artificial para localizar informações como nomes, CPFs e e-mails, além de aplicar mecanismos de eliminação definitiva do conteúdo exposto, diferentemente de métodos tradicionais de ocultação, que ainda permitem a recuperação dos dados.
Com operação possível inclusive em ambientes 100% offline, sem dependência de nuvem ou conexão com a internet, a ferramenta foi desenvolvida para atender organizações que demandam alto nível de segurança e controle sobre suas informações. “Hoje, o maior risco não está apenas no vazamento externo, mas na forma como os dados são tratados internamente. A proteção precisa ser estrutural, não apenas reativa”, explica.
A combinação entre atuação institucional, experiência prática e desenvolvimento de soluções tecnológicas posiciona a nova gestão em um cenário no qual governança, proteção de dados e transformação digital se tornam temas cada vez mais interligados. A condução da entidade passa, assim, a incorporar de forma mais estruturada a relação entre dados, tecnologia e responsabilidade na gestão pública.

