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PMEs crescem 1,2% em 2025, aponta indicador da Omie

IODE-PMEs revela desempenho moderado e reforça uso de dados como ferramenta estratégica para empreendedores

Em um cenário econômico desafiador, o acompanhamento de indicadores de mercado ganha relevância para a tomada de decisão nas pequenas e médias empresas. O Índice Omie de Desempenho Econômico das Pequenas e Médias Empresas (IODE-PMEs), desenvolvido pela Omie, aponta que o faturamento real médio das PMEs cresceu 1,2% em 2025, após um primeiro semestre marcado por estagnação.

Apesar da retomada, o ritmo de crescimento permanece moderado e abaixo do registrado entre 2022 e 2024, refletindo a desaceleração da economia, a manutenção de juros elevados e condições de crédito mais restritivas.

Metodologia e fonte do indicador

O IODE-PMEs é baseado em dados anonimizados de mais de 180 mil clientes da Omie, abrangendo cerca de 750 atividades econômicas (CNAEs). O estudo considera empresas com faturamento anual de até R$ 50 milhões e utiliza valores deflacionados pelo IGP-M, da Fundação Getulio Vargas. A análise contempla dados mensais, trimestrais e semestrais.

Desempenho por setores

Entre os setores analisados, a Indústria apresentou o melhor desempenho, com crescimento de 3,9%, impulsionada pelos segmentos de couros e calçados, autopeças e produtos alimentícios. O setor de Serviços avançou 2,8%, com destaque para transportes, alojamento e finanças.

Por outro lado, Comércio (-2,6%) e Infraestrutura (-4,8%) mantiveram trajetória de retração, impactados principalmente pelo crédito mais caro e pela desaceleração da construção civil.

A leitura isolada do índice geral porém, não pode não refletir a realidade de cada segmento. “Crescer 1% no ano pode parecer pouco, mas quando abrimos os dados por setor vemos cenários bastante distintos. Enquanto a indústria avançou 3,9% no período, e chegou a crescer mais de 11% em um trimestre, o varejo registrou retração. A média nacional pode não contar a história completa do negócio”, explica Felipe Beraldi, economista da Omie.

Indicador como ferramenta estratégica

Além de mensurar desempenho, o índice também pode orientar decisões empresariais. Segundo o economista, o uso comparativo dos dados permite identificar oportunidades e ajustar estratégias.

“Se o índice mostra que empresas do mesmo segmento estão crescendo, é um sinal de que há espaço para expandir vendas ou investir. Se aponta retração, é o momento de revisar custos, estoques ou planos de crescimento. Esses dados ajudam a tomar decisões estratégicas sobre investimento, ajustes operacionais ou estratégia comercial”, finaliza Beraldi.

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